Viajando com seu cachorro
Quem tem um bichinho de estimação como parte da família sabe que a hora de viajar é sempre preocupante; seja por ter que encontrar um local adequado para deixar o seu pet com segurança ou para programar um trajeto na companhia do animal. No entanto, a gigantesca quantidade de lares com pets no Brasil (mais de 100 milhões) tem transformado o mercado ao longo dos últimos anos e, hoje, viajar com cachorro não é mais uma tarefa tão difícil quanto antigamente. Para quem prefere deixar o pet mais perto de casa quando viaja, já há uma série de hotéizinhos e pet shops com serviços seguros de hospedagem – onde o cãozinho pode ser bem tratado e ficar por alguns dias com toda a tranquilidade. No entanto, também há uma série de opções para quem quer viajar com cachorro, e tanto empresas rodoviárias e aéreas como hotéis dos mais tradicionais já aceitam a presença de pets em suas dependências; facilitando muito a vida dos donos que não conseguem se separar de seus pequenos amigões. Ao longo da última década, muitos estabelecimentos passaram a se intitular como ‘pet-friendly’, aceitando a hospedagem de pets junto com seus donos ou resevando espaços especiais em suas dependências para o abrigo de animais como cães e gatos. Até mesmo nomes reconhecidos já entraram nessa onda; e a tendência é de que esse tipo de estabelecimento ganhe cada vez mais espaço nos próximos...
Cachorros e gatos podem conviver em harmonia?
Se você sempre pensou que cães e gatos fossem inimigos naturais, esqueça esse conceito. É claro que há muitos cães que não aceitam gatos e vice-e-versa, mas eles não são espécies inimigas, pois dentre ambos não há uma relação de predador e caça. Cães não se alimentam de gatos. Mas então, por que eles não se toleram? Isso é parcialmente verdadeiro, pois existem inúmeros casos de cães e gatos que convivem muito bem. Quanto se estranham, trata-se de uma disputa territorial, na maioria das vezes. O cachorro vê seu domínio invadido por outro animal e late ou rosna, avisando: “Caia fora, intruso!”. O gato, assustado com a ameaça do cão, arrepia-se e emite um som muito característico, uma espécie de rosnado dos felinos. O cão interpreta isso como uma agressão e a perseguição ao gato começa. Um cão territorialista agiria da mesma forma com qualquer outro animal que invadisse seu pedaço. Um grande número de cães não tolera a presença de outros cachorros. É quase certo que são intolerantes com gatos também, a menos que sejam treinados para aceitar o bichano. Cachorros adoram perseguir tudo aquilo que corre e se move rapidamente. Um gato assustado não seria uma ótima brincadeira para um cão? Não faria aflorar a memória genética de seus ancestrais lobos, que caçavam coelhos e pequenos roedores? Esse é outro motivo pelo qual cães correm atrás de gatos, parecendo querer caçá-los. Mas só parecendo, porque mesmo os cães que chegam a matar gatos não os comem. Quando o brinquedo para de se mover, acabou a graça. O fato é que cães e gatos, quando se encontram, podem ter reações diversas. Os cães, além das reações já citadas, podem ficar curiosos e tentar cheirar os gatos para saber exatamente do que se trata. Se o gato não se assustar, isso pode ser início para uma boa amizade. Mas se o bichano reagir com uma certeira unhada no focinho, o cão pode desenvolver medo de gatos (isso mesmo, há cães que morrem de medo de gatos!) ou se condicionarem a achar que gato = dor, e passar a hostilizá-los. Quem tem um cão e pretende ter também um gato, ou o contrário, é bom que essa aproximação seja feita aos poucos e cuidadosamente. O melhor seria que ambos fossem criados juntos desde filhotes. Como nem sempre isso é possível, a especialista em comportamento canino, Sheila Niski, aconselha: “É mais fácil quando o gato está antes em casa, porém, se o cachorro não for arisco, tudo é possível. O que eu aconselho é apresentar o gato sem estresse, mantendo o cachorro na guia e dando petiscos para ele associar a...
